Ângulos de Direcção

No nosso último artigo técnico, da passada semana, apresentámos, de uma forma geral, o Sistema de Direcção, o qual vamos detalhar os próximos artigos! Começamos então pelos ângulos de Direcção.

 

Caster ou Ângulo de Avanço

O caster, é a inclinação do eixo da direcção para a frente ou para trás em relação à vertical.

Este ângulo é responsável pela reposição da roda, isto é, após uma curva é este o ângulo responsável pela tendência da direcção retornar à posição neutra (força de reposição).

Inclinação para trás (ou caster positivo) excessiva pode dar origem a desvios súbitos ou "abanar" da direcção devido a uma excessiva sensibilidade.

A distância de inclinação para trás é a distância existente entre o ponto de intersecção do eixo da direcção com a estrada e a vertical que passa pelo meio da roda.

Inclinação para a frente permite diminuir ligeiramente as forças de reposição das rodas em curva.

Quando o ponto da roda se encontra antes do ponto de intersecção do eixo da direcção com o piso da estrada, o ângulo de inclinação e a distância de inclinação são negativos.

 

 

Ângulo do cavilhão da manga de eixo ou King-Pin

É dado pela inclinação do eixo da direcção em relação à superfície de rolamento.

Também aqui podemos ter uma afinação positiva ou negativa.

Com afinação negativa, o ponto de contacto do eixo da direcção é exterior ao pneu e, quando em travagem, as rodas são forçadas para dentro estabilizando o veículo.

Se a afinação for positiva, o ponto de contacto do eixo de direcção é interior ao centro do pneu. A direcção fica mais leve mas em travagem o veículo não é tão estável.

 

 

 

Convergência e Divergência

A convergência é analisada olhando para as rodas de cima.

Se a largura entre rodas à frente do eixo é inferior à largura entre rodas atrás do eixo, então a suspensão é convergente.

Se acontecer o inverso, estamos na presença de divergência.

A convergência utiliza-se em veículos de tracção dianteira devido ao facto de que em andamento, as rodas tendem a divergir. Como é necessário que estas circulem paralelas, ao aplicar-se convergência quando o veículo está parado, quando este se movimenta a divergência é compensada e as rodas assumem uma posição perfeitamente paralela.

O inverso sucede em veículos de tracção traseira.